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domingo, 18 de outubro de 2020

Partida do rio Santa Cruz

Os dois meses passados em Santa Cruz foram dedicados ao reabastecimento de água, lenha e peixe.

A 18 de outubro, Magalhães deu ordem para que a viagem prosseguisse. Antes da partida, foi celebrada missa. 

Os navios navegaram ao longo da costa inóspita, na direção sudoeste, contando ainda com o mar alterado e a oposição violenta do vento. 



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Nova escala - Santa Cruz

Dois dias depois da partida de Puerto de San Julián, Fernão de Magalhães confrontou-se com a dura realidade de condições atmosféricas adversas à progressão da viagem.

«Toda a esquadra esteve aí prestes a naufragar, por causa dos ventos furiosos que sopravam e embraveciam o mar, mas Deus e os Corpos Santos socorreram-nos e salvaram-nos.»
Antonio Pigafetta, A Primeira Viagem em Redor do Mundo

Cerca de 130 km mais a sul, junto ao rio Santa Cruz, vai ser feita mais uma escala para invernar. Este rio também foi chamado rio dos Sáveis, dada a abundância de um tipo de peixe que foi identificado com este nome. 

Era um local que já tinha sido descoberto na incursão da nau Santiago, no início do mês de maio, e em cujas imediações esta nau veio a naufragar.


Nas imediações do porto de Santa Cruz localiza-se uma importante colónia de pinguins - a Pinguinera - com mais de 20 mil espécimes que aqui chegam em setembro para o ciclo reprodutivo e partem em abril. Estes pinguins tomaram o nome de Magalhães.


sexta-feira, 22 de maio de 2020

O naufrágio da Santiago

«E saindo deste rio andaram mais três léguas, nas quais lhe[s] acalmou o vento bom que levavam, e foi-lhes necessário surgir junto duma praia que ali se fazia; e não tardou muito o vento do mar travessão, que logo se alevantou, com tormenta desfeita tão brava que lhe[s] quebrou as amarras, e querendo-se fazer à vela rompeu-lhes as velas, e não podendo fazer al arribaram em terra; e arribando saltou-lhe[s] o leme; todavia, porque o vento era grande e a nau ia aviada em terra, saiu direita, e saiu que lhe quebrou as amarras, e querendo-se fazer bem fora, porque era a maré prea-mar e o mar grosso da tormenta e a praia limpa, de feição que saiu todo o gurupés em terra, por onde se salvou toda a gente, que não morreu senão somente um negro, que se meteu debaixo da coberta e aí morreu. E tanto que a gente foi em terra foi logo feita a nau em pedaços, e os mantimentos e mercadoria levados pelo mar, senão alguns poucos que o mar lançou em terra, os quais a gente apanhou, e disso se mantiveram com mexilhões e lapas e outro marisco, até que foram providos das outras naus com muito trabalho que até então padeceram. Salvou-se também o ferro e cobre que ficou no lastro, e foi arrecadado depois que vieram as outras naus.»

Fernando Oliveira, Viagem de Fernão de Magalhães escrita por um homem que foi na companhia
(escrito entre 1560 e 1570, com base num relato de viagem de um anónimo [Gonzalo Gomez de Espinosa?])



Depois de alguns dias, dois ou três destes homens passaram "além do rio" numa jangada improvisada e levaram as notícias à frota, enquanto os outros esperaram pelo socorro.
Os batéis das naus levaram-lhes logo mantimentos, fazendo-os regressar à frota, onde foram distribuídos pelas quatro naus restantes.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Notícias da Santiago

Os dias foram passando e da Santiago não chegavam notícias.
E quando as notícias chegaram, não foi do mar, foi de terra.
Dois ou três marinheiros, "fantasmas humanos", caminhando com dificuldade, chegaram ao acampamento.

A nau Santiago chegara a um rio com foz navegável e muito peixe - o rio Santa Cruz -, mas uma tempestade atirou a nau contra as rochas, provocando o seu naufrágio.
A tripulação conseguiu salvar-se, à exceção do escravo do capitão Serrano.
Aqueles dois marinheiros caminharam pela costa gelada durante 11 dias, para virem pedir auxílio para os que se encontravam no rio Santa Cruz.

Foz do Rio Santa Cruz

Perdeu-se a nau mais pequena, a mais ágil e manobrável.
Uma missão de resgate salvaria os homens.

domingo, 3 de maio de 2020

Descoberta do rio Santa Cruz


A 3 de maio, a nau Santiago descobriu a foz do rio Santa Cruz, nome que lhe foi dado por ter sido alcançado na data da festividade da Santa Cruz.
O capitão Serrano quis avançar ainda mais na sua tarefa de exploração.



Imagens do Rio Santa Cruz.