O Agrupamento de Escolas Paulo da Gama integra a Rede de Escolas Magalhânicas.
Neste blogue, pretendemos partilhar os trabalhos relacionados com o projeto Magalhães que estão a ser desenvolvidos na EB 2,3 Paulo da Gama (Amora).
Partilhamos, também, informação sobre o próprio navegador e sobre esse notável acontecimento histórico que foi a viagem de circum-navegação, da qual resultaria a revelação da dimensão do mundo e de que se comemoram os seus 500 anos.
A celebração de missas era corrente no decorrer da viagem ou nos momentos de paragem. À normal religiosidade da época associava-se a situação particular vivida pela armada, em perigo constante e na esperança permanente de encontrar o caminho certo.
A exemplo do que aconteceu com a Igreja argentina em Puerto de San Juan, a Igreja chilena comemorou os 500 anos da primeira missa em território atualmente do Chile.
Há referência a uma missa de agradecimentos à Virgem Maria e a Deus quando, à entrada do estreito, Magalhães recebeu a notícia de que teria sido encontrada a passagem. Mas essa terá sido celebrada a bordo.
A Diocese de Punta Arenas afirma que, a 11 de novembro de 1520, o Padre Pedro de Valderrama, capelão da expedição guiada pelo explorador Fernão de Magalhães, celebrou a primeira missa, exatamente sobre a colina do Monte Cruz.
A missa solene sucedeu à cerimónia de tomada de posse formal daquele território para a coroa espanhola - com colocação de um padrão e assento escrito - de acordo com as instruções.
Colocação da cruz no lugar da Baía das Sardinhas (Fortescue),
onde terá sido celebrada a primeira missa em território chileno
«E daqui [Rio de Janeiro - Brasil] foram navegando até chegarem ao cabo de Santa Maria, que João de Lisboa descobrira no ano de 1514 (...)»
(Gaspar Correia, Lendas da Índia)
Pormenor de um mapa do litoral da América do Sul, de Luis Teixeira (1574?),
incluindo o cabo de Santa Maria e a foz do Rio da Prata
Posta ilustrado com a fotografia do farol do cabo de Santa Maria.
(o farol é de 1874 e no tempo de Fernão de Magalhães
também ainda não havia postais ilustrados)
«Caso os relatos dos pilotos portugueses e as indicações de latitude contidas no mapa de Martinho da Boémia estejam certos, o estreito deverá aparecer logo a seguir ao cabo de Santa Maria, por isso Magalhães começa por tomar esse rumo sem se deter. Finalmente, a 10 de janeiro, avistam uma pequena colina que se ergue sobre uma planície imensa e a que dão o nome de Montevidi (hoje Montevideu). Uma tempestade terrível leva-os a procurar abrigo num enorme golfo que parece estender-se sem fim para ocidente. Esse golfo descomunal não é senão a embocadura do rio da Prata, mas Magalhães ainda não o sabe.»
Stefan Zweig, Magalhães - o homem e o seu feito
Foz do Rio da Prata
O rio da Prata constitui, atualmente, parte da fronteira entre o Uruguai e a Argentina.
A cidade de Montevideu, localizada no estuário do rio da Prata, é a capital do Uruguai. Ainda junto ao mesmo rio localiza-se a cidade de Buenos Aires, capital da Argentina.